Novos casos de dengue causam zumbido no ouvido e a procura rápida pela ajuda médica pode reverter a lesão no ouvido

É fato: vivemos uma epidemia da dengue. Os dados do Ministério da Saúde divulgados recentemente mostram que, de janeiro até maio, foram notificados 746 mil casos da doença em todo país.

A dengue é uma doença infecciosa, causada por um arbovírus e os sintomas típicos já são difíceis de enfrentar pelos pacientes. Febre alta, dores de cabeça e atrás dos olhos, perda de apetite, manchas na pele – parecidas com o sarampo, além de náuseas e vômitos, tonturas são os mais comuns. Já na dengue hemorrágica, a forma mais grave da doença, podem ocorrer vômitos com mais frequência, ha também a dificuldade respiratória e o paciente pode perder a consciência.

Segundo a Profa Dra. Tanit Ganz Sanchez, Otorrinolaringologista com doutorado e livre-docência pela USP e presidente da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido (APIDIZ), o ouvido também pode ser alvo da dengue. Uma pesquisa de 2003, que estudou 30 pacientes com dengue confirmada por exame de sangue, mostrou os seguintes sintomas no ouvido: dor (36,6%), vertigem (20%) e zumbido (6,6%).

“Neste ano, ficamos surpresos com a espontaneidade que alguns pacientes aparecem no consultório dizendo que o zumbido começou durante a dengue, mas não sumiu junto com os outros sintomas da infecção. Em uma semana, foram atendidos três casos e fiquei preocupada, pois nunca tinha visto essa relação tão nítida. Outros colegas médicos e outros profissionais de saúde também já haviam atendido pessoas que responsabilizaram a dengue pelos seus zumbidos. Então, o ouvido pode ser mais um órgão atacado pela dengue”, complementa a médica, que há mais de 20 anos atua em diagnósticos e pesquisas sobre o Zumbido no ouvido.

Pela falta de pesquisas recentes sobre a taxa de prejuízo do ouvido durante a infecção e pelo incômodo que o Zumbido pode provocar, cabe o alerta: “Se uma pessoa perceber Zumbido no ouvido durante ou logo após contrair a dengue, é recomendável começar o tratamento específico precocemente, para evitar que ele perdure por mais tempo, como aconteceu com esses pacientes que começaram a nos procurar recentemente. O zumbido no ouvido não deve ser negligenciado, seja qual for a sua origem, porque ele afeta o sono, a concentração, a vida social e o equilíbrio emocional de várias pessoas. Por isso, quanto antes tratar, melhor para a recuperação completa do ouvido”, complementa a médica, que também é diretora-presidente do Instituto Ganz Sanchez.
O que causa o zumbido:

O zumbido pode ser causado por problemas dentro e fora do ouvido. Em geral, exposição a sons altos (no lazer ou no trabalho), erros metabólicos, (doces, cafeína, colesterol), pressão alta, diabetes, ansiedade ou depressão, além de problemas na arcada dentária e no pescoço.

Um levantamento da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido – APIDIZ com o apoio do Instituto Ganz Sanchez, indica que no Brasil ha de 34 a 48 milhões de pessoas, inclusive crianças e adolescentes, com zumbido no ouvido, o que representa um aumento expressivo em relação aos 28 milhões estimados há quase 20 anos.

Zumbido

Apesar de muitas pessoas pensarem que não existe tratamento para o Zumbido, iso não é verdade. Vários pacientes melhoram parcialmente a ponto do zumbido deixar de incomodar. Alguns até alcançaram a cura e estão sendo objeto de pesquisa nesse momento. Entretanto, chegar lá precisa de uma análise minuciosa do paciente que englobe seu corpo, sua rotina de estudo ou trabalho, seus hábitos alimentares e de lazer, seu uso rotineiro de medicação e celular, além de seu perfil psicológico. Só com a riqueza de detalhes se consegue definir as causas do zumbido em cada paciente e traçar uma estratégia personalizada de tratamento.

Profa  Dra. Tanit Ganz Sanchez, Otorrinolaringologista com doutorado e livre-docência pela USP, Diretora-Presidente do Instituto Ganz Sanchez e Presidente da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido – APIDIZ. Assumiu a “missão” de desvendar os mistérios do zumbido e é pioneira nas pesquisas no Brasil, sendo reconhecida por sua didática, objetividade e compartilhamento aberto de ideias.

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