Foi publicada no Diário Oficial, no dia 22 de fevereiro, a decisão do Ministério da Saúde de incorporar o uso da insulina análoga de ação rápida no tratamento do Diabetes tipo 1 no Sistema Único de Saúde (SUS).

A insulina análoga  é um tipo de insulina que confere mais qualidade de vida ao paciente, pois seu tempo de ação é mais próximo ao fisiológico, permitindo maior flexibilidade da alimentação e  facilitando a correção dos valores de glicemia com menos riscos de hipoglicemia – complicação mais comum do diabetes do tipo 1. Até a decisão, o Ministério da Saúde só distribuía para os pacientes do SUS as insulinas humanas NPH e regular, que têm tempo de ação após a aplicação mais demorado. A NPH é uma insulina intermediária que inicia sua ação entre uma a três horas;  a insulina regular tem seu início de ação em trinta minutos, e o paciente precisa esperar o hormônio fazer efeito para poder se alimentar.

“As insulinas oferecidas pelo SUS até o momento apresentam início de ação tardio, com duração prolongada, aumentando os episódios de hipoglicemia”, comenta a médica Dra. Cínthia Minatel Riguetto, endocrinologista da Clínica Dr. Walter Minicucci, que avalia como muito positiva a novidade. “Em nossa opinião, todos os pacientes com diabetes tipo 1 deveriam ter acesso aos análogos de insulina, tanto os de ação rápida, como os de ação prolongada, visto a melhora na qualidade de vida e diminuição do risco das hipoglicemias”, afirma.

A médica explica que os análogos de insulina são produzidos a partir da insulina humana, porém com alterações em sua estrutura, para que tenham uma ação mais curta ou mais longa. “Entre os análogos de insulina de ação rápida, nós temos a insulina lispro, asparte e a glulisina. E as de ação lenta, a glargina, degludeca e a detemir”, explica a médica.

Os análogos de ação ultra rápida têm o início de ação entre 10 e 15 minutos e tempo de duração mais curto, de 3 a 5 horas. “Além disso, proporcionam melhor controle da glicemia pós-prandial e um menor risco de hipoglicemia. Vale lembrar que a insulina deve ser injetada entre 30 e 45 minutos antes da refeição, enquanto o análogo de insulina de ação rápida pode ser injetado imediatamente antes das refeições”, orienta Dra. Cínthia, membro titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e membro da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

Entenda o que é o diabetes

O ‘Diabetes Mellitus’ é uma doença autoimune caracterizada pela elevação da glicose no sangue. Pode ocorrer devido a problemas na produção ou na ação da insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas. “A insulina é que promove a entrada de glicose para as células do organismo, de forma que ela possa ser aproveitada para as diversas atividades celulares.  Sua falta ou ação inadequada resulta no acúmulo de glicose no sangue, ou hiperglicemia, que pode trazer uma série de complicações para a saúde”, explica o médico Dr. Walter Minicucci, que foi presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

O diabetes tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas seu surgimento não depende de dieta, sedentarismo ou algum fator claramente sabido. Nestes casos, o pâncreas deixa de produzir insulina. “Além de cuidados com dieta e atividades físicas, pacientes com diabetes tipo 1 necessariamente precisam do tratamento com insulina”, afirma a Dra. Cínthia Minatel Riguetto.

Menos de 10% dos portadores de diabetes têm o tipo 1. O tipo 2 é o mais frequente e é causado por uma resistência ou intolerância à glicose. Muitas vezes a produção de insulina é normal, mas não é usada de forma adequada pelo organismo. “Nestes casos, são utilizados medicamentos ou até insulina para normalizar o controle glicêmico, mas medidas de prevenção e mudanças de hábitos ajudam a prevenir e controlar o problema.”, diz Dr. Minicucci.

Clínica Dr. Walter Minicucci

Com 30 anos de atuação em Campinas, a Clínica Dr. Walter Minicucci (www.walterminicucci.com.br) é especializada em endocrinologia e diabetes. Possui corpo clínico multidisciplinar sob direção do médico endocrinologista Dr. Walter José Minicucci (CRM 20820), presidente do Departamento Diabetes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Especialista em Endocrinologia e Metabologia, é Mestre e Doutorando em Ciências Médicas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde atua como médico assistente da disciplina de endocrinologia. Membro da Associação Brasileira de Estudos sobre Obesidade (ABESO), também é membro efetivo da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), da qual foi presidente no período 2014-2015.

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