Nem clube de leitura, nem Biblioterapia. O que melhor pode definir o Laboratório de Leitura (LabLei), de modo bastante sucinto, é o conceito de vivência humanística por meio dos livros.

Nascido há quase duas décadas como um experimento educacional para estudantes da Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), pelas mãos do historiador e pesquisador Dante Gallian, o LabLei se diferencia de outras práticas relacionadas à leitura de livros por possuir fundamentação teórica e metodológica própria.

Estruturado em uma dinâmica de ciclos, o Laboratório promove encontros sobre uma mesma obra – geralmente, clássicos universais da Literatura -, permitindo um aprofundamento que, em geral, os clubes de leitura tradicionais não permitem. Com isso, espera-se que a regularidade desses encontros, aliada ao debate em torno de peculiaridades dos títulos, possa promover a mobilização dos afetos, da inteligência e da vontade dos participantes, com o único objetivo de fomentar o debate de questões essenciais da existência humana e, assim, estimular a humanização.

Este aspecto, aliás, é o que diferencia o Laboratório de Leitura da Biblioterapia: enquanto o LabLei foca na perspectiva da humanização – e baseia-se numa experiência coletiva, e não individual -, a Biblioterapia prescreve materiais de leitura com função terapêutica.

Os resultados, no entanto, às vezes são bem similares. No livro A Literatura como Remédio – Os Clássicos e a Saúde da Alma (Martin Claret; 2017) – cujo prefácio é do historiador Leandro Karnal -, Dante Gallian, o criador do Laboratório e de sua metodologia, reúne depoimentos de participantes que descreveram como “profundamente terapêuticos” os efeitos da vivência literária conduzida na atividade. “Ninguém duvida que a leitura dos grandes clássicos da literatura universal seja um meio privilegiado para nosso desenvolvimento intelectual e cultural”, comenta Gallian. “Mas o que o LabLei tem demonstrado é que a leitura e discussão coletiva desses clássicos também propicia um poderoso efeito humanizador e terapêutico, que vem transformando a vida de muitas pessoas. Daí a ideia de que esses livros podem nos curar de muitas ‘doenças da alma’.”

Dante Gallian; historiador; pesquisador; LabLei; Laboratório de Leitura

Dante Gallian, historiador, pesquisador e criador do LabLei (Foto: Yuri Bittar)

Casa Arca
Os ciclos dos Laboratórios de Leitura acontecem na Casa Arca (Avenida Sabiá, 743 – Moema – São Paulo/SP), espaço cultural no qual também são ministrados outros cursos e oficinas nas áreas de Humanidades, Artes e Ofícios.

Neste primeiro semestre, os ciclos do LabLei da Casa Arca irão debater as seguintes obras: Dom Casmurro, de Machado de Assis; Anna Kariênina, de Liev Tolstói; O Leopardo, de Giuseppe Tomasi di Lampedusa; A Dócil, de Fiódor Dostoiévski; A Dama do Cachorrinho, de Anton Pavlovitch Tchekhov, Névoa, de Miguel de Unamuno; Madame Bovary, de Gustave Flaubert; e O Estrangeiro, de Albert Camus.

O Laboratório de Leitura também pode ser realizado em residências e empresas, com o mesmo grau de eficácia.

Para outras informações sobre o LabLei, Dante Gallian e a Casa Arca, acesse http://casaarca.com.br/.

Saiba mais sobre o livro A Literatura como Remédio – Os Clássicos e a Saúde da Alma, de Dante Gallian, no site da editora Martin Claret.

Laboratório de Leitura; LabLei; Casa Arca

 

INFORMAÇÕES À IMPRENSA:
MTT Comunicação
Casa Arca – Humanidades, Artes e Ofícios
Dante Gallian, criador do Laboratório de Leitura e autor do livro “A Literatura como Remédio”
Ricardo Mituti – assessoria@mituti.com.br

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