Em um evento inédito, evangélicos e católicos da cidade de Curitiba resolveram se unir e demonstrar o posicionamento a favor do direito de nascer

Para além de qualquer doutrina, cidadãos de toda a cidade de Curitiba e Região Metropolitana promovem uma grande manifestação que agregará aqueles que lutam pelo direito à vida. O encontro, que acontece no próximo dia 15, em frente do Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, reunirá as principais lideranças católicas e evangélicas para levar o seu clamor popular pela não-legalização do aborto e o direito à vida.

A manifestação busca reforçar para o Supremo Tribunal Federal (STF) que a legalização do aborto não é a solução para os casos de gravidez indesejada. O amparo aos que ainda estão por nascer é, acima de tudo, a representação do respeito que devemos ter para com aqueles que já nasceram. Se hoje milhares de pessoas no mundo conseguem se posicionar a favor do aborto é apenas porque não foram abortados. A contradição é imensa; quem defende o direito de legaliza-lo apenas o pode fazê-lo porque o seu direito de nascer esteve protegido. Afinal, será que as pessoas que pedem a legalização gostariam de ter sido abortadas?

Nos próximos dias, nos uniremos para transmitir uma importante mensagem para os ministros e também para toda a sociedade: somos a favor da vida. Mais do que isso: somos a favor do direito de nascer principalmente daqueles que são contra a vida. Entendemos que a existência de todo o ser humano precisa ser garantida; é fato que as condições após o nascimento muitas vezes são duras. Mas impedir o nascimento do ser humano é também matar a esperança de que um dia poderemos mudar essa realidade. Porque são esses que nascem que vão transformar o mundo. Abortar é impedir que o mundo progrida pelos olhos das novas gerações.

A fluidez, que é marca na sociedade globalizada, refletiu em todas as esferas da vida humana, o que modificou o entendimento a respeito dos relacionamentos e valores para algumas pessoas. Dentro dos vitrais que cercam os locais de oração e culto, os cristãos presenciam a constituição e a dissolução de casamentos em curtos espaços de tempo, de vidas que nem sequer tiveram condição de experimentar essa sociedade. Precisamos resgatar o amor cristão nestes tempos de ódio, de desunião e desamor para proteger a vida daqueles que irão chegar neste mundo para melhorá-lo.

O Estado precisa discutir políticas públicas para garantir o direito de nascer e, principalmente, de viver com dignidade, a partir da integração pela família, sociedade e escola. Os participantes do evento são experientes em manifestações públicas, coordenam a Marcha para Jesus, movimento que acontece há mais de 20 anos nas ruas de Curitiba, amparado por Lei Estadual e Municipal. O movimento também contará com organizadores das festividades relacionadas ao Corpus Christi, maior manifestação católica do Estado do Paraná. Sendo assim, pressupõe-se muita movimentação nas ruas em favor do direito de nascer.

Autores: Dinamara Machado, diretora da Escola Superior de Educação do Centro Universitário Internacional Uninter e Cícero Manoel Bezerra, coordenador do Bacharelado em Teologia da Uninter.

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