A segunda edição do “Publisher Summit Brasil”, realizado pela Outbrain – plataforma pioneira em descoberta de conteúdo – na última terça-feira (16) em São Paulo, reuniu os principais players do mercado editorial e promoveu discussões sobre a rentabilização de modelos de negócios, não deixando de lado o desafio de entender o real interesse do leitor. O evento ainda contou com a presença de Dennis Yuscavitch, VP Global de Marketing de Produto, que apresentou soluções inovadoras na área de native ads.

 

No primeiro painel “Usuário em primeiro plano”, os convidados Isabela Sperandio do Grupo Abril, Tiago Ramos do IG, Luccas Rosa do Grupo RBS e Leonardo Nishihata do Infomoney, abordaram as ferramentas e plataformas utilizadas para personalizar a experiência do leitor e fidelizar a audiência. “Utilizamos a recirculação e o paywall, para que o leitor pague pela informação, após ler cinco páginas”, afirmou Isabela Sperandio, gerente de desenvolvimento de audiências e SEO no Grupo Abril. Leonardo Nishihata, gerente de produto do Infomoney, explicou que o novo modelo de negócios do site surgiu há dez anos, quando iniciaram a venda de cursos na área de finanças. “Essa estratégia, na esteira da monetização, foi uma grande descoberta”. Para ele, a relação entre audiência e receita não é igual. “User e taxa de conversão: é preciso entender o usuário para oferecer a oferta certa. Estamos em um momento de mudança e o importante é ver o que está convertendo lead”, disse.

Tiago Ramos, CTO da Webspectator Corporation – empresa de tecnologia que presta serviços para o IG, afirmou que atualmente, o mercado é performance e a qualidade do conteúdo que gera a conversão. “CTR é tudo”, disse. De acordo com Ramos, o principal desafio atual é equilibrar uma audiência fiel com o SEO e hard news com anúncios de clientes.

 

Luccas Rosa, programmatic business developer do Grupo RBS, afirma que a vantagem é estar próximo ao usuário – 60% dos usuários do portal são do sul. “O objetivo é entender todo o ciclo do leitor para utilizar nossas ferramentas e ser assertivos para trazê-lo à nossa página”.

 

O convidado Dennis Yuscavitch, falou sobre o pioneirismo da empresa em entender as necessidades editoriais e do investimento na experiência de consumo. Ele também apresentou as principais soluções da empresa, como a Smartfeed, que pode trazer um aumento de cliques em conteúdos patrocinados e orgânicos, além de criar uma experiência sem que o leitor seja interrompido. “Com a Smartfeed, é possível apresentar um feed de experiência de descoberta editorial, de vídeo e conteúdo patrocinado, incluindo feedback instantâneo para o leitor”, disse. Já a Sphere, lançada nos Estados Unidos, Alemanha e Japão, tem a função de recomendar conteúdo de outros veículos em ambiente premium. “As recomendações não são por CPC, mas sim, com o real interesse do leitor. O objetivo é levar o usuário para o segundo click”, completa.

 

O painel “A alta no consumo de conteúdo em vídeo” trouxe um panorama do mercado de distribuição de vídeo no Brasil e reflexões sobre o tema. Anna Mauger, gerente de negócios digitais e projetos especiais da Folha de S. Paulo conta que no jornal a oferta de vídeo é menor. “Estamos mais focados no conteúdo, que se for de qualidade, engaja melhor. É uma situação oposta e faz parte estar atentos às novidades, para o futuro do vídeo na Folha”.

 

Já Aline Sordili, diretora de negócios multiplataforma do R7, comentou que sente falta da distribuição do conteúdo audiovisual. “Sentimos falta de produção de vídeo por parte de alguns anunciantes”. Para ela, formatos curtos de cinco minutos funcionam melhor, por conta da infraestrutura de internet no país. Fabricio Proti, diretor executivo da Teads – plataforma com 1,2 bilhão de usuários no mundo, disse que o mercado comprador de vídeo digital já está maduro. “O vídeo vem sendo um drive de crescimento: trazemos relevância no formato e inteligência na entrega”.

 

Para Claudia Cepukas gerente de marketing da KBB, empresa de precificação de carros, o vídeo ajuda na educação para se chegar a um valor mais assertivo do carro. “É um vídeo complementar de apoio à venda. A ideia é levar o máximo de informações para ajudar o consumidor na decisão da compra”.

 

O painel “Como diversificar a receita e obter o máximo de rendimento sobre o conteúdo” contou com a participação de Rodrigo Cambiaghi, Gerente de Operações e Mídia do site Torcedores e redator do portal Papo de Homem; Miguel Albuquerque e Castro, diretor de Information & Content Experiences para Portugal e Brasil da Microsoft News/MSN; Thiago Sabino, diretor comercial do Infomoney e Karin Ribeiro, gerente de negócios online do Grupo Globo, que compartilharam as melhores práticas sobre rentabilização utilizadas pelos publishers. Thiago Sabino comenta que o Infomoney pretende fortalecer dois pilares: venda de cursos e relatórios (principal receita do portal) e o branded content que, em sua opinião, é a bola da vez. Para Karin Ribeiro, adequar as necessidades do veículo para a linguagem do leitor é um passo para o sucesso. “O que dá certo? Definir com o cliente o objetivo daquele conteúdo e definir sua entrega”, completa.

 

Previous post

Uninter Ibitinga recebe prêmio em reconhecimento à qualidade do ensino a distância da instituição

Next post

Contratar ou trabalhar profissionais via aplicativo pode dar dor de cabeça

Communica Brasil

Communica Brasil

Fundada com o objetivo de oferecer ao mercado uma empresa criativa, eficiente e inovadora de comunicação integrada e de relações públicas, atende a clientes das mais diversificadas áreas de atuação por meio de projetos concebidos sob medida e executados com determinação a fim de conquistar resultados diretos para o negócio do cliente. Para algumas empresas, somos uma extensão do departamento de marketing e, para outras, executamos projetos pontuais. Não importa o serviço necessário, contamos com uma equipe competente, de variados segmentos da comunicação, para oferecemos soluções completas e com um alto nível de desempenho em nosso campo de atuação, sempre comprometidos com a qualidade, eficiência e resultados.