O mês de junho é marcado pela conscientização sobre Ceratocone, doença ocular que afina e deforma a córnea, que tradicionalmente é uma das maiores causas de transplante de córnea no mundo. Em parceria com o especialista em Córnea e Cirurgia Refrativa, Dr. Renato Ambrósio, professor adjunto da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, a ZEISS, referência mundial em tecnologia médica, promove a campanha Junho Violeta,de conscientização e prevenção da doença. A campanha, que teve início no Rio de Janeiro em 2018, acontece até 10 de novembro, o Dia Internacional de Portadores do Ceratocone.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 15% brasileiros têm algum tipo de alergia nos olhos. A alergia ocular é importante fator de risco para o desenvolvimento do ceratocone. De acordo com o consenso global entre especialistas em ceratocone, realizado em 2015, o ato de coçar os olhos agrava a doença. De fato, foi um dos aspectos com 100% de concordância entre diversos temas que podem ser controversos. Com isso, a simples mensagem para não coçar os olhos e não dormir fazendo pressão contra os olhos torna-se fundamental para reduzir a gravidade da doença, ou mesmo a sua incidência.

Com a pandemia do Covid-19, é ainda mais importante reforçar hábitos básicos, destacando-se higienizar adequadamente mãos e rosto, e evitar esfregar/coçar os olhos, ação que pode causar o agravamento ou mesmo o desenvolvimento do ceratocone, bem como a contaminação por coronavírus. 

Enquanto não se sabe a incidência de ceratocone na população brasileira de forma geral, a condição está presente em cerca de 2% dos pacientes que buscam correção visual a laser refrativa. Adicionalmente, estudos recentes mostraram na Arábia Saudita uma incidência de 4,7% em população pediátrica.

O Dr. Renato Ambrósio Jr. explica que percebeu em mais de vinte anos de experiência tratando de pacientes com ceratocone, que a falta de informação é um problema comum entre os pacientes e seus familiares. Além disso, a desinformação ou informação equivocada pode causar ainda mais sofrimento que a própria doença. Tudo isso se torna ainda mais relevante nos tempos atuais de acentuada interconectividade com as redes sociais e as ferramentas de pesquisa na internet.

“A campanha Junho Violeta ou Violet June, que desde o início foi internacional, é uma iniciativa da oftalmologia brasileira. Seu compromisso de esclarecer a população sobre o ceratocone está perfeitamente alinhado com a mais básica missão médica, de curar algumas vezes, aliviar sempre que possível e consolar sempre. Compreender sobre a doença e os cuidados necessários após o diagnóstico é fundamental para o paciente e toda a sua família”, destaca o médico oftalmologista consultor e parceiro da ZEISS, que foi o idealizador da campanha.

O Ceratocone

O ceratocone é uma doença que ocorre na córnea, camada que funciona como a lente mais importante do olho e cobre a parte da frente do globo ocular. No ceratocone, a córnea sofre uma falência biomecânica e com isso afina e aumenta a curvatura. Trata-se de uma doença progressiva, de modo que a irregularidade vai se acentuando até que pode assumir formato de cone. Esta alteração causa astigmatismo com irregularidade, o que leva à distorção da visão, pois limita a eficiência das lentes tradicionais esfero-cilíndricas de óculos. O ceratocone tem início, geralmente, na adolescência e evolui até 30 ou 35 anos, quando em geral ocorre uma estabilização natural. Entretanto, jovens podem ter a doença estabilizada antes dos 30 anos. Por outro lado, pacientes com mais de 40 anos podem ter progressão da doença. Sem dúvidas, o ato de coçar ou dormir fazendo pressão contra os olhos é o fator mais importante no agravamento do grau do ceratocone, por isso, a educação sobre o tema deve alcançar todas as pessoas.

A doença é bilateral, mas pode atingir os dois olhos de maneira assimétrica – afetando mais um olho do que o outro. Pode levar à baixa de visão acentuada (cegueira), mas é geralmente reversível com o tratamento.  Entretanto, se diagnosticada e tratada corretamente em fases iniciais, o impacto na visão e consequentemente na qualidade de vida das pessoas é muito minimizado. Por isso, identificar corretamente o ceratocone em sua fase inicial, bem como avaliar a sua progressão é fundamental.

A falta de informação ou mesmo a desinformação sobre o assunto podem gerar ainda mais sofrimento ao paciente diagnosticado, bem como para seus familiares. Daí a importância da campanha Violet June.

Tratamento

Observam-se grandes avanços tanto no diagnóstico quanto no tratamento do ceratocone. O tratamento clínico se inicia pela orientação do paciente e inclui o controle da alergia. Os óculos são a primeira forma de tratamento. Lentes de contato especiais são indicadas como a forma mais eficaz para a reabilitação visual, entretanto não ajudam a prevenir a progressão do ceratocone. 

As cirurgias podem ser indicadas para estabilizar a doença ou para reabilitação visual quando os óculos ou as lentes de contato não têm resultado satisfatório. Enquanto o transplante de córnea seria a única opção até meados dos anos 1990, a introdução de cirurgias alternativas gerou uma quebra de paradigmas, destacando-se o cross-linking e implante de anel intracorneano. A indicação destes procedimentos deve ser feita de forma individualizada, de acordo com o estágio da doença, considerando-se o grau de irregularidade da córnea e as características de cada olho de cada paciente.

A ZEISS é reconhecida mundialmente pelo desenvolvimento de equipamentos de alta precisão para diagnóstico e tratamento. Destaca-se o iProfiler, que possibilita o diagnóstico por meio de integração da topografia da córnea a análise do wavefront. Este exame serve de base para a confecção de lentes ZEISS iScription, tecnologia inovadora para aumentar as chances dos óculos melhorarem a visão com base no exame do wavefront. Adicionalmente, há o VisuMax®️, laser de femtossegundo de alta precisão e velocidade para realização de procedimentos cirúrgicos na córnea. Entre as aplicações do VisuMax®️  está a confecção com a maior precisão e do laser, do túnel na córnea para implantar o anel intrestromal, que regulariza a curvatura da córnea. O ZEISS VisuMax®️ também pode ser usado para diferentes cortes e técnicas no transplante de córnea, incluindo a ceratoplastia lamelar, quando somente uma camada específica da córnea se encontra danificada. O corte oferecido pelo laser de femtossegundo tem alta precisão e oferece maior segurança e eficácia para o procedimento. Entretanto, deve ser destacado que o objetivo terapêutico das cirurgias para o ceratocone deve ser bem diferenciado das cirurgias refrativas, sendo  necessário utilizar óculos com lentes de contato após os procedimentos.

Saiba mais sobre a doença, causas, diagnóstico e tratamentos em http://www.violetjune.com.br/

Sobre o especialista

Dr. Renato Ambrósio Jr. é o atual presidente da Sociedade Internacional de Cirurgia Refrativa (ISRS). Esteve entre os 100 mais influentes oftalmologistas do mundo, pela Power List, da Revista “The Oftamologist” publicada em 2014, 2016 e 2018. Possui mais de 400 publicações científicas e já recebeu mais de 50 premiações no Brasil e no mundo. Também é professor adjunto do departamento de cirurgia especializada (DECIGE) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) e professor afiliado da pós-graduação em Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Além de médico do Instituto de Olhos Renato Ambrósio e diretor clínico da Visare RIO – Refracta Personal Laser, idealizou a campanha Violet June, lançada em junho de 2018, em prol da conscientização sobre o ceratocone. Os slogans: “Não coce ou esfregue os olhos. Este ato prejudica a visão!” e “A falta de informação ou mesmo a desinformação podem fazer sofrer mais que a própria doença” trazem um perfeito retrato da importância de campanhas como esta para nossa sociedade, que tem apoio da ZEISS e outras instituições.

Previous post

Com todo mundo online, como se destacar em um processo seletivo?  

Next post

“Música nas Kzas” traz shows ao vivo em São Paulo

Imprensa

Imprensa