Nesse momento em que várias pessoas acreditam em qualquer coisa que aparece nas redes sociais, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Luis Felipe Salomão, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, fez algo polêmico, mas que é tendência mundial: proibiu as redes sociais de repassar dinheiro para páginas investigadas por disseminação de fake news!

Essa movimentação, na verdade, é algo que todas as empresas precisam estar atentas! Noticias falsas, que passam por checagens em diversos níveis, agora serão punidas! No Brasil tudo começou justamente após o inquérito apresentado pelo nosso presidente, Jair Bolsonaro, afirmando que as urnas eletrônicas foram fraudadas nas últimas eleições. As fake news estão precisamente no fato de que ele mesmo não comprovou a acusação de irregularidades durante o último processo eleitoral.

A prática foi analisada como nociva ao Estado democrático de Direito, com grande potencial de disseminação em larga escala para comprometer a legitimidade das próximas eleições.

Só como curiosidade, as páginas que foram afetadas com a decisão, e que não podem mais receber qualquer valor das empresas que administram as redes sociais são: TáOquei, Terça Livre, Nas Ruas e o perfil do blogueiro Oswaldo Eustáquio.

A monetização de conteúdos no YouTube, Twitch, Twitter, Instagram e Facebook foram diretamente afetadas – e todos os ganhos desde então serão repassados para uma conta da Corte Eleitoral.

Liberdade de expressão comprometida?
Em um primeiro momento, precisamos entender a responsabilidade de se divulgar qualquer notícia. Divulgar algo que não é fato, pode gerar pânico, desestabilizar alguma situação e causar transtornos – basta lembrar há alguns anos a divulgação de notícia falsa sobre o fim do Bolsa Família que gerou uma corrida aos bancos sem necessidade alguma.

Todos precisam participar do combate à desinformação midiática. Só para sentir o drama, um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE) apontou que quase 70% dos brasileiros na casa dos 15 anos têm dificuldade em diferenciar fato de opinião.

Quer mais? Outra pesquisa da Avaaz mostrou que sete em cada dez internautas brasileiros (algo como 100 milhões de pessoas, vamos lá) acreditam em, pelo menos, uma notícia falsa sobre a pandemia de coronavírus. Se o WhatsApp é o principal meio em que essas notícias falsas circulam, o Facebook é a segunda forma envolvendo 5 de cada 10 internautas.

Como saber se estão tentando te enganar?
1 – Não leia apenas o título, que muitas vezes nem tem relação com o conteúdo. Leia qualquer publicação, do começo ao fim, antes de sair compartilhando.

2 – Textos alarmista? Desconfie na hora! Palavras como “desmascarado” ou expressões como “a casa caiu” tem grandes chances de não serem confiáveis. Pensa bem: nenhum jornal sério faz esse tipo de chamada, não é mesmo?

3 – Informações genéricas, sem identificações de quem está envolvido, nem mesmo o local exato onde ocorreu, é perigoso! Se for notícia real, certamente terá personagem, data e localização – além de detalhes precisos sobre o que aconteceu.

4 – Veja a data! Algumas pessoas usam notícias e textos antigos como se fossem atuais. Ok, a notícia não é falsa, mas o contexto pode ser usado como se fosse algo que acabou de acontecer. A informação compartilhada, por mais real que tenha sido, se torna “falsa” por não ter mais validade. Causa confusão, pode acreditar.

5 – Áudios e vídeos são perigosos. Podem ter sido editados, misturando cenas diferentes e falas fora de contexto. Desconfie e procure a gravação original e compreenda o contexto.

6 – Cheque a fonte! Saiu em um jornal grande? Em um portal “normal”? Tem jornalista assinando? Se foi verdadeira, provavelmente foi publicada na imprensa conhecida. Compartilhe apenas de veículos que apuraram tudo.

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