A foto mostrando como uma padaria de Curitiba descuidou do armazenamento de óleo vegetal usado é o retrato da falta de preocupação de vários estabelecimentos com a reciclagem de óleo. Na imagem, é fácil constatar que o vazamento de óleo vegetal não é nenhuma novidade no local e esse problema é mais grave do que se imagina.

O diretor da Ambiental Santos, Vitor Dalcin, explica que o óleo vegetal que vaza em vias públicas pode gerar multas por parte da vigilância sanitária, principalmente se a origem deste óleo for das docas de lixo comum. Para manter o lugar limpo e organizado, este descarte de óleo vegetal deve estar nas mãos de uma empresa responsável:

“Quem opta por contratar qualquer empresa que não são especializadas em descarte de óleo vegetal, além de prejudicar outras pessoas e o meio ambiente, corre sério risco de ser multada. Se alguém escorregar, por exemplo,  por conta deste óleo, ou se algum veículo derrapar e causar acidente, o dono do estabelecimento será responsabilizado civilmente” alerta Vitor.

A complexa relação do asfalto com o óleo vegetal
De acordo com a Associação Brasileira para Sensibilização, Coleta e Reciclagem de Resíduos de Óleo Comestível (ECÓLEO), o óleo vegetal é o maior poluidor de águas doces e salgadas no Brasil. Para tentar evitar o contato do óleo com a água e com o solo natural, muitos urbanistas optaram pelo uso de concreto como forma de contenção.

O mesmo concreto aplicado em pavimentos de estacionamento, calçadas, muros de divisórias em estradas e avenidas foi usado como opção para evitar a poluição causada pelo óleo, servindo como uma espécie de escudo.

Mas o asfalto não garante proteção?
A ideia é simples e bem intencionada: evitar que o óleo descartado chegasse onde não deveria, diminuindo o impacto ambiental causado pela má destinação destes resíduos. Porém, mesmo materiais como asfalto, podem sofrer com o óleo.

Basta analisar os problemas que acontecem quando o óleo é derramado em vias públicas –  por acidente, negligência ou de maneira irresponsável! O asfalto, se foi pavimentado há algum tempo, pode ter rachaduras de diversos tamanhos. O óleo, que é solvente de asfalto,  vai penetrar nestas rachaduras, sejam pequenas ou grandes, e, infiltrado, vai prejudicar a estrutura, corroendo ainda mais o asfalto. Mesmo com asfalto perfeito, o contato com o óleo vai causar rachaduras e amolecer o asfalto. 

Quando novo, pode absorver o óleo e comprometer a estrutura da via causando deformidades e os temidos buracos na rua.

“Além disso, quando o óleo atinge o asfalto, pode causar manchas desagradáveis ​​que, acumuladas, podem amolecer e comprimir o asfalto, especialmente quando há peso sobre o ponto que ficou instável. Devido a esses pontos fracos e rachaduras, fica difícil limpar completamente o local.” explica o Diretor da Ambiental Santos. 

Como evitar o contato do óleo com asfalto?
O ideal é armazenar o óleo usado em garrafas pets e, em seguida, juntar todas as garrafas dentro de um recipiente próprio para coleta posterior. Usar um papelão grande na base deste tambor gigante pode ajudar, mas o ideal é ter o chão impermeabilizado para evitar este contato caso algumas gotas acidentalmente escapem do recipiente.  

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